Primeiro a participar da série de entrevistas com os candidatos à presidência do Fluminense F.C. é Júlio Bueno, candidato da corrente Transforma Flu. O engenheiro, atualmente à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, gentilmente nos recebeu para a entrevista que apresentamos em seguida. Em instantes também estaremos divulgando o áudio completo da entrevista.
Fluminense & Etc: Candidato, fala-se muito em renegociação da dívida do Fluminense F.C. Sabemos que deve ser prioridade para qualquer gestão. Uma contrapartida, no entanto, com geração de receitas seria fundamental para que o clube possa sentar-se à mesa com os credores. Outra contrapartida seria a redução dos gastos e das despesas a um patamar sustentável. Como será tratada essa questão na sua gestão, que receitas o senhor pretende gerar e como serão enquadrados os gastos dentro dessas receitas?
Julio Bueno: Primeiro, a minha experiência de vida na área pública tem tido como patamar fundamental a qualidade de gastos. Não é só uma questão de redução, mas de qualidade de gasto. Se você olhar, estatisticamente, os clubes que tem maior orçamento, são os que mais ganham. Tem um livro chamado Soccer Economics, talvez o mais importante do mundo do futebol, que mostra isso.
Nós temos que lutar para ter um orçamento no Fluminense no tamanho das nossas expectativas, mas a gente tem que gastar direito. Tem vários exemplos, mas vou citar um. Será que precisávamos trazer um centroavante de 35 anos, que até está fazendo gol e deixar ir embora um menino que tem 20 anos e ganhava um terço ou quarto de seu salário? Será que a gente precisava ter perdido o nosso beque, Dalton, que era da seleção brasileira? A questão central é essa. Mas é importante deixar claro que não resolveremos os problemas do Fluminense só reduzindo despesas.
O que a gente tem que fazer é usar o Capitalismo. Na verdade, o Capitalismo diz assim: o Fluminense vale quanto? O Fluminense, segundo a conta que fizemos, vale no mínimo 150 a 200 milhões de dólares. Se você cria o Flu S/A, o que te possibilita vender cotas, você tem poder para, primeiro, renegociar com o credor, segundo, discutir de novo a questão trabalhista. Nós não conseguiremos tirar o Fluminense do imbróglio que ele está, se a gente não tiver uma solução criativa e, do meu ponto de vista, usando o capitalismo. O que vale dizer é que os outros candidatos nem pensam nisso. Eles pensam em resolver a questão do Fluminense fazendo “mais do mesmo”. Com as receitas atuais, isso não resolve. Vai levar 250 mil anos. Eu tive um professor de física que dizia que todo problema é solucionável num tempo infinito. Essa é a diferença fundamental. Aqui nós temos um candidato com experiência empresarial e que vai usar instrumentos do mercado financeiro.
Fluminense & Etc: Uma de suas propostas então para solucionar o problema de geração de receitas seria a abertura de capital?
Julio Bueno: Eu tenho um banco comigo, o mais importante na abertura de capital, não vou revelar o nome, mas pela descrição, vocês vão saber quem é, está fazendo comigo a modelagem… na verdade a gente tem dúvida se será abertura de capital ou não. Mas vai ser S/A. Venderemos cotas no mercado financeiro, para os associados, para os torcedores. Os torcedores serão donos do Fluminense.
Fluminense & Etc: Todos os candidatos parecem ser unânimes em condenar o modelo atual de parceria com a Unimed…
Julio Bueno: Desculpa, todos não! Esse candidato aqui sim, o outro não. O outro diz que vai fazer gestão compartilhada com a Unimed. Eu não. No meu ponto de vista a Unimed será sempre bem vinda, com o recurso entrando no Fluminense e a gestão do mesmo feita pelo clube. Desculpe a interrupção, mas temos que marcar a diferença.
Fluminense & Etc: Na verdade, perguntaríamos sobre o modelo atual, porque ele se sustenta na premissa de que é necessário blindar as receitas do patrocínio contra as penhoras.
Julio Bueno: O que é verdade. Só para a gente não crucificar a Unimed, é importante dizer que no atual modelo, na forma como o Fluminense está sendo gerido, o patrocínio ser feito por fora do Fluminense, há razões importantes para fazer.
Na nossa gestão o que faremos é dar autonomia de decisão ao Fluminense. E isso implica, necessariamente, a gente ter as dívidas equacionadas, em particular as trabalhistas.
Fluminense & Etc: O senhor teria alguma outra opção de parceria ou patrocinador na manga, até para poder fortalecer o clube numa futura negociação até mesmo de renovação do contrato com o parceiro atual?
Julio Bueno: É irresponsável qualquer candidato do Fluminense que, pelo menos, não vá ao mercado saber as opções. Portanto, iremos ao mercado. Adoramos a Unimed, que tem sido muito importante para o Fluminense, mas é nossa obrigação olhar outras alternativas, até para que possamos fazer uma negociação mais justa.
Fluminense & Etc: O Fluminense tem sido, nos últimos anos, um grande formador de atletas no futebol, acumulando conquistas nas divisões de base. No entanto, o aproveitamento desses atletas no time principal tem ficado aquém das expectativas, sendo em retorno esportivo e retorno financeiro. Qual seria o seu plano para aproveitar melhor esse potencial e atenuar os efeitos das ações dos empresários, como no caso Dalton?
Julio Bueno: A questão central do Fluminense a ser resolvida é a financeira. Se a gente conseguir equacionar a questão financeira, a gente vai conseguir dar uma estrutura a Xerém que a gente não tem hoje. Por que Maicon e Alan acabaram indo embora? Primeiro porque os empresários estão em Xerém. Segundo porque o Fluminense não tinha recursos e teve que vender todo o resto da parcela do Alan para ficar com o Conca. É a própria escolha de Sofia ( referindo-se ao romance de Wilian Styron em que a protagonista, prisioneira de um campo de concentração nazista, é obrigada a escolher entre o filho e a filha qual seria morto ).
É absolutamente essencial que a gente mude a lógica. Se não mudar, eu não vejo muita alternativa nem muita saída. Só a melhoria da gestão ( dos recursos ) implica em fazer o “mais do mesmo”. Eu reconheço que a melhoria da gestão ajuda, mas o que o Fluminense precisa é de um salto quântico no seu modelo.
Fluminense & Etc: Como o senhor pretende compor o seu staff? Quais seriam as vice-presidências e suas atribuições? O senhor pretende contratar profissionais qualificados no mercado? Já tem essas pessoas e o papel que irão desempenhar?
Júlio Bueno: A nossa proposta é muito clara. Ela muda a organização do Fluminense. Não vai ter mais vice-presidente amador. Hoje o vice de futebol é amador. O de esportes olímpicos idem. Isso vai acabar.
Vamos compor as vice-presidências, logo num primeiro momento, como o conselho de administração de uma empresa. Num primeiro momento será necessário, em função do estatuto, nomear por área, mas não funcionarão como tal. Elas funcionarão como o conselho de administração de uma empresa. O conselho de administração de uma empresa estabelece o planejamento estratégico, o sistema de gestão e os indicadores ( de desempenho ). Teremos profissionais contratados no mercado, que não serão escolha do presidente e sim do conselho de administração, composto por esses vice-presidentes.
Teremos quatro executivos. O primeiro será o diretor-executivo. Teremos também o diretor de futebol, de esportes olímpicos e o diretor de administração. Caberá ao diretor de futebol gerenciar todo o departamento de futebol.
Exemplos de profissionais que me encantam, não quer dizer que serão eles. O Parreira seria um excelente profissional, por sua bagagem internacional, por falar idiomas. O Fluminense precisa ter uma dimensão internacional.
Para diretor de esportes olímpicos, por exemplo, quem me encantaria, mas não vai topar, é o atual secretário do pan da prefeitura, Carlos Alberto Osório que foi um dos artífices para ganharmos os Jogos Olímpicos.
Um diretor administrativo financeiro que teria o papel de nos ajudar a equacionar a divida e a gerenciar o patrimônio do clube.
Acima deles teria o diretor executivo geral, que seria responsável pela marca do Fluminense. Porque, na verdade, o Fluminense de hoje vale pela sua marca. Se você pegar o balanço do Fluminense, o patrimônio líquido do clube é negativo. Quer dizer, tudo que o Fluminense tem não paga as dívidas. Mas a marca não está colocada. Se colocar a marca, vai valer muito mais. Então, esse cidadão, contratado também no mercado, será responsável pela marca, que tem dois pilares, que é a história do Fluminense e a sua torcida.
Aliás gostaria de dizer a vocês em primeira mão que no dia 18/09 ( o evento ocorreu ontem ), o Fluminense, em conjunto com minha candidatura, estará trazendo todo o time de 1970 para comemorar os 40 anos do campeonato brasileiro, Taça de Prata. Então virão: Félix, Galhardo, Assis e Marco Antônio. Denílson e Didi, que parece que vem do México para o evento. Cafuringa, Flávio, Samarone, Lula, Mickey e Jair. Esses jogadores, no dia 18, às 11:00, em grande festa da candidatura, que o Fluminense apoiará. Esses jogadores receberão medalhas do time da máquina. Paulo César, Gil, Manfrini… Riva não estará pois estará na Itália de férias.
O que quero mostrar com isso é o meu compromisso com as duas coisas fundamentais no Fluminense, que são a sua história e sua torcida.
Fluminense & Etc: O Fluminense ficará sem estádio até 2012. O Fluminense fechou contrato para uso do Engenhão nesse período. Mas existe o projeto da Arena Fluturo. O senhor estuda alguma forma de viabilizar esse projeto, tem algum projeto para construção de um estádio ou trabalha em outra alternativa para o Fluminense mandar seus jogos?
Julio Bueno: Eu acho que não tem alternativa de curto prazo. Eu, sinceramente, acho que o Fluminense deve dividir o Maracanã com o Flamengo no modelo adotado no San Siro. Eu não acho que o clube deveria gerenciar o Maracanã. Deveria haver uma operadora, a exemplo do que existe na Europa, gerenciando isso, tendo Fluminense e Flamengo como entes fidelizados. A operadora não usaria o estádio somente para jogos, mas também para shows, convenções, como é o campo do Arsenal, do Real Madri, do Ájax, são modelos que eu conheço.
Mas acho que o Fluminense tem que ter uma arena própria, que não precisa ser maior que 25.000 pessoas. Uma arena em que a gente se enxergue, que a gente resgate a nossa história, em que a gente possa dizer que ali é a nossa casa. Acho que o primeiro lugar que nós temos que analisar a viabilidade, é o próprio estádio das Laranjeiras. Se a gente conseguisse fazer um projeto, que fosse apoiado pela prefeitura e pela comunidade, fazendo uma arena para 20.000 pessoas nas Laranjeiras, nós estaríamos resgatando a nossa história e o nosso passado.
Fluminense & Etc: O atual processo eleitoral trouxe muitos novos sócios ao clube, decididos a influir no resultado da eleição. Mostra que o torcedor do Fluminense deseja participar da política do clube. O senhor pensa na democratização do clube, por exemplo, partindo da criação de uma modalidade de sócio-torcedor com direito a voto?
Júlio Bueno: Não. Eu pretendo fazer mais. Pretendo que a torcida seja dona do Fluminense. De novo, nosso modelo não é fazer com que a torcida entre no clube e vote. Não é isso. O que a gente está dizendo é outra coisa. A gente acha que o Fluminense como marca, como entidade, é muito grande, ele pertence a nove milhões de torcedores e eles tem que ser donos do Fluminense. E sendo donos do Fluminense, influenciarão no seu destino, assim como quem é dono da Petrobrás, da Vale do Rio Doce e do Bradesco, influenciam nas decisões dessas entidades.
A pergunta então foi como é que a torcida entra no clube para votar. A resposta é, ao contrário, é o clube sair e ser de propriedade da torcida ( referindo-se à transformação do clube em S/A ).
Completamente diferente do outro candidato, que tem propostas absolutamente medíocres. “Mais do mesmo”.
Fluminense & Etc: Nas últimas décadas o Fluminense perdeu importância nos esportes amadores. Até a década de 70 o Fluminense conquistava títulos quase que “diariamente” em diversas modalidades. O senhor tem algum projeto para revitalizar o esporte amador e retomar essa trajetória de conquistas, levando em conta a projeto da Olimpíada de 2016?
Julio Bueno: Eu cheguei ao Fluminense através do futebol. As arquibancadas do Maracanã foram o cupido dessa relação. No entanto, eu tenho que reconhecer que o maior título, a maior honraria concedida ao Fluminense, foi a Taça Olímpica, em 1949, uma premiação e reconhecimento à excelência nos esportes olímpicos. Mais ainda, o esporte olímpico eleva a marca.
Desculpe, mas eu não posso deixar de dizer os meus apoios. Eu tenho o apoio do presidente Nuzman, que declarou, por escrito, o apoio à nossa candidatura. O Governador Sérgio Cabral declarou publicamente o apoio à minha candidatura. Esses dois, talvez sejam os dois mais importantes agentes das olimpíadas de 2016. E tem o prefeito, que também é meu amigo.
O que tem que fazer é diferenciar duas coisas. Tem o esporte olímpico de base, que precisa de infraestrutura. E tem os atletas de alta performance. O que esses precisam é de patrocínio. Eu pergunto à comunidade olímpica do Fluminense quem é que tem mais potencial para buscar patrocínio. Só para lembrar, na campanha, nós conseguimos duas coisas muito importantes para o Fluminense. A primeira foi o ônibus do Fluminense. Nós conseguimos que a VW desse um ônibus para o Fluminense, à semelhança do que já tem o Coríntians, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco – o Botafogo não tem ( risos ) -. Outra coisa que eu consegui foi o apoio da Spoleto. Coisa pequena, mas importante. Então, nos esportes olímpicos de alta performance há que se ter capacidades de se conseguir empresas para colocar no Fluminense. Aí, mais uma vez, eu pergunto ao eleitor do Fluminense, qual dos dois candidatos tem mais capacidade para isso?
Aliás, o outro candidato, ele se fixa na relação com a Unimed. Mas é importante dizer que nos 11 anos em que a Unimed patrocina o clube, não apoiou qualquer modalidade.
Fluminense & etc: Não houve esse apoio no basquete?
Júlio Bueno: Houve, houve foi um tremendo fracasso, muito obrigado por ter lembrado. Foi um enorme fracasso.
Fluminense & Etc: Candidato, diante dos graves problemas financeiros do clube, é possível conciliar o saneamento do clube com títulos no futebol? Queríamos que o senhor fizesse um apanhado dessa situação, considerando os recentes prolongamentos de contratos com os jogadores do elenco atual até o final de 2012.
Julio Bueno: É uma situação desconfortável tanto para o patrocinador quanto para o patrocinado. Nós teremos todo o interesse em renovar o contrato com o atual patrocinador. O patrocinador tem sido muito importante para o clube. Mas em outras bases. Em bases que o clube tenha autonomia nas decisões.
Não sei se você sabe, eu fui presidente da BR Distribuidora, que, na ocasião, patrocinava o Flamengo. Sabe quantas vezes eu escalei algum jogador do Flamengo? Sabe quantas vezes eu escolhi um jogador?
Fluminense & Etc: Se pudesse, o Flamengo estaria na série B, certo? ( risos ).
Julio Bueno: Por outro lado, tem essa questão. Vamos negociar de forma adulta. Porque no Capitalismo não tem ódio nem amor, tem interesse. Vamos sentar e negociar.
Agora outra coisa importante é que há grandes desafios. Talvez o maior desafio da minha vida seja essa questão do Fluminense. Porque não adianta você pagar a dívida e o time ir para a quarta divisão. O Fluminense tem a obrigação de ser competitivo.
Por outro lado, me permita a digressão, eu tenho a esperança que a gestão bem feita no futebol, ela acaba sendo eficiente também. O ano de 1970 talvez tenha sido um dos mais importante da história do Fluminense. O Brasil foi campeão do mundo. Todos os jogadores da seleção jogavam no Brasil. No Santos jogavam Pelé, Clodoaldo e Edu. No Botafogo, Jairzinho, Roberto e Paulo César, no Cruzeiro Brito, Dirceu Lopes, Tostão e Piazza. No São Paulo o Gerson e o Pedro Rocha. E o campeão foi o Fluminense. Mas naquele tempo a gente tinha o presidente Laport, tinha o Almir de Almeida gerenciando o futebol e o José de Almeida sendo o grande estatístico.
Então eu acho que uma gestão inteligente e competente, ela pode levar a resultados até melhores que um gastar desenfreado e sem lógica e planejamento.
Fluminense & Etc: Com relação ao time atual?
Julio Bueno: Temos que enfrentar a questão. Por exemplo, há jogadores que são importantes e emblemáticos, como o Conca, o Mariano. Vamos tentar manter a base. Mas jogador tem que ser produtivo, tem que jogar. Não adianta jogar 40% dos jogos. É a política do Barcelona. O jogador que joga 100% das partidas e é campeão ganha um bônus.
Fluminense & Etc: Quantos e quais títulos o senhor pretende ganhar no futebol profissional em sua gestão?
Julio Bueno: O problema é que eu não tenho bola de cristal ( risos ). Aí tem duas questões engraçadas. Tem dois livros que são best sellers no mundo, que eu gostaria de citar pela diferença. Um é “A bola não entra por acaso”, que fala da experiência do Barcelona e de como o planejamento do clube implicou quase em um nexo causal, de causa e efeito, de se planejar, melhorar e ser campeão. Mas tem outro livro, também best seller, chamado “O andar do bêbado”, que mostra a randomicidade da vida, que mostra o acaso. Quanto mais vezes você chega na final,mais esperanças você tem de ganhar. Mas eu não posso, em sã consciência, dizer o que eu quero ganhar. Se puder, eu quero ir à Coréia, a Tókio, a Dubai… e morrer feliz.
Ah, mas eu quero ganhar também a liga de futebol de salão, voleibol e basquete. O time de voleibol já temos acertado de boca.
Fluminense & Etc: O Fluminense conta com um mercado cativo de alto poder aquisitivo, com uma torcida participativa e engajada. Realizamos uma pesquisa recente que mostra que esse mercado consumidor é mal aproveitado. O senhor tem algum plano para explorar a totalidade desse potencial de mercado da marca Fluminense, sobretudo através de licenciamento? Há profissionais de Marketing no mercado com os quais o senhor deseja contar? Qual trabalho seria feito para valorizar a marca do clube?
Julio Bueno: Olha só. Eu tenho conceitos. Eu não tenho planos definidos, nem pessoas definidas. Diferentemente do outro candidato, que todo mundo sabe que cativou apoios a partir de trocas, não tenho acordos feitos. De novo, para lembrar, nós vamos formar o nosso conselho de administração e vamos escolher as pessoas.
Mas eu quero lembrar, com relação a marca, que eu realizei uma das experiências mais espetaculares de construção de marca realizadas no Brasil: a do Inmetro. Quando eu entrei no Inmetro, ele era conhecido por traço. Quando eu sai, o Inmetro era conhecido por 85% das pessoas. E 90% confiavam e confiam, até hoje, no instituto, o que foi conquistado através do programa “Fantástico” através dos testes de produto, em convênio com a TV Globo.
Eu tenho uma experiência muito exitosa com relação a penetração da marca. No entanto eu não tenho nenhum profissional escolhido.
Quanto ao licenciamento, é muito mal explorado no Brasil. Talvez agora, o Internacional comece a fazer coisas mais profissionais. O que a gente tem que fazer é olhar os exemplos internacionais. Caso do Arsenal. O mercado asiático. Os clubes ingleses hoje usam o mercado asiático e tem licenciamento, merchandising, etc.
Fluminense & Etc: Tem planos de construir um CT ou alguma proposta para maximizar os resultados da preparação em geral do time profissional? E por que não Xerém, já que existe uma estrutura já pronta e que aproximaria os profissionais das divisões de base?
Júlio Bueno: A construção de um centro de treinamento é fundamental para o Fluminense. É impossível ser top no Brasil e no mundo sem um CT adequado, onde os jogadores possam treinar, descansar ou se tratar, quando necessário. Xerém tem todas as condições para abrigar um centro de treinamento, no entanto, diversos experts em futebol consultados por nós têm desaconselhado que o time principal treine junto das divisões de base. Portanto, temos que aprofundar esta discussão, entender melhor este assunto, para buscar a melhor solução.
Por: Marcelo Savioli/Gabriel Cardozo
Produção e edição de áudio e vídeo: Leandro Araújo
Coordenação: Gabriel Cardozo
Colaborou: Marcello Vieira
Edição final: Marcello Vieira e Leandro Araújo.
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Entrevista dada para o Fluminense e etc (Site onde escrevo também)
www.fluminenseetc.com.br
boa entrevista gabriel
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